domingo, 15 de novembro de 2009

Sabedoria





On Flickr

Chove em São Paulo, viro para o lado para dormir mais um pouco. Ao longe ouço um tic. tic.. na cozinha , penso em minha filha ,  é tão cedo ?

Adentra ao quarto uma bandeja com um lindo café da manhã (à moda de sete anos) , felicidade maior não existe, um domingo de chuva , um café e minha filha que discorre suas aventuras. Quando estamos realmente presentes o sabor de cada minuto vivido fica diferente .

Se existe um dom , uma qualidade a qual eu respeito esta se chama inteligência .  Numa conversa de botequim alguém me fala que assistiu um vídeo ao qual um cientista esclarece que a inteligência não é mérito só de um indivíduo que aprende tudo ,mas sim daquele que desenvolve caminho inéditos de melhoras para sua vida. Criador de oportunidades para si, utilizando-se das ferramentas existentes em seu meio.
Assim é a evolução humana e assim sempre será ,segundo o Prof. Claude Leví Strauss (1908-2009) antropólogo , sociólogo e etnólogo ,foi um dos grandes praticantes de seu ofício , desenvolveu uma nova forma de pensar sobre um grande pré-conceito existente na década de 1930 , ao estudar as sociedades primitivas incluindo os índios aqui no Brasil desenvolve a teoria  que os “povos primitivos pensam de maneiras tão racionais quanto os civilizados” ,ao tentarem resolver os problemas de suas vidas. (percebam que atualmente  para outras culturas os primitivos somos nós!)
O professor Claude lecionou até o fim de sua vida, ou seja 101 anos e ao morar nos Estados Unidos durante o período de guerra, estudou os índios norte-americanos utilizando-se de um método chamado estruturalismo , que nada mais é em suas palavras : que a procura por harmonias inovadoras.*
Não menos importante esta semana recebemos em nossa faculdade ,o jornalista José Hamilton Ribeiro que desfilou sabedoria em seus 50 anos de jornalismo, repórter de guerra, escritor , editor da revista Realidade, desenvolvendo reportagens interessantes e criativas atualmente no programa Globo Rural da Rede Globo. José Hamilton discorre com bom humor grandes lições de vida, ensina não só à estudantes de jornalismo mas todos presentes, frisa-nos que a vida é um aprendizado continuo e que o exercício do trabalho faz parte do sucesso. Ainda no pé do ouvido perguntei-lhe se  escrevia pois é autor de quatro livros reportagem e olhando-me com olhos cristalinos como de um menino disse feliz: Estou escrevendo dois livros reportagem. Não quero parar de ouvi-lo , não quero parar de olha-lo seus olhos contém vida, muito mais vida de que muito jovens que encontramos por ai hoje em dia. Logo eu que adoro ler e ouvir estórias ditas  ao acaso por pessoas que encontram um sentido para sua própria vida no momento que seguem seu próprio coração.
A sabedoria por vezes não esta apenas nos mais velhos mas em toda a pessoa que desenvolve a inteligência com saída criativa e harmoniosa para sua própria vida.Não chore ou lamente  como se fosse uma vitíma do mundo, ouça a voz da inteligência e da sabedoria  estão em todos os lugares, apenas queira ouvir.
E voltei feliz para casa . Só




Boa semana,
Regina Rodrigues


*A citação ao Prof. Claude Leví Strauss é um pequeno mimo que faço ao meu Prof. Fernando Perillo que com a morte do Prof. Claude  , perdeu um grande mestre .





segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Acorde


Lotus by Flick


Acordar com a sensação de estar em casa, presente na vida, acordada para tudo e acordada com tudo. Parece mentira não? Mas muitas pessoas ainda dormem em suas vidas , quiça acordarão um dia.



Tenho um jardim que não mexo desde que me separei, um pequeno orquidário que simplesmente rego para as plantas não morrerem, elas (as plantas) falam comigo  e eu não mais com elas, elas sorriem para mim e eu não mais para elas. Escondido um gerânio resistente adora florir, seu cheiro me lembra minha avó. Comove-me com sua insistência.


Interessante como determinadas coisas pairam em nossa volta e nós sabotadores , adoramos cultuar e olhar para o difícil, para o que achamos  que é nosso,  fixamos apenas nas metas a serem superadas. E o simples , o leve , o amoroso que  por vezes sorri sempre para nós é descartado como se fosse inadequado.


Quantas pessoas quiseram nos amar e nós resistimos , quantos momentos simples vieram em nossa direção e desqualificamos , sempre interessados no urgente, no difícil, no lucrativo, o que lucro meus caros, o que realmente o dinheiro pode comprar? Quantas vezes nos olhamos no espelho e realmente gostamos do que vemos? Será que sinceramente assumimos um compromisso para sermos felizes ou fingimos o tempo todo que estamos em busca de algo maravilhoso, que por vezes é inatingivél? Você  não sei, mas eu estou voltando a cuidar do meu jardim, é um exercício solitário porém não silencioso, que o diga o escritor Saramago que confidenciou no documentário “Janela para Alma” de João Jardim e Walter Carvalho, que adora buscar inspiração para seus textos em seu jardim. O cantor e professor Marcos Schutz em seu * SatSanga  nos diz: "que o caminho da felicidade vai do denso para o sutil, ou seja nas pequenas grandes coisas simples da vida estão os nossos momentos de evolução". Convide a si e aos que te cercam para uma simples xícara de café, uma deitadinha na rede, ou um olhar para essa linda lua cheia que ocorreu esta semana, volte a escutar as batidas do seu coração.  Piegas? Aposto que você nunca o ouviu?
Acertei ?, È eu sei a rapidez não permite . Mas mesmo assim tente ouvi-lo, talvez ele esteja sorrindo para você igual as minhas flores. E juntos você renovado (a) em seus sentimentos e eu cuidando meu lindo jardim poderemos um dia estar acordados para vida e acordados com a vida.
Neste momento ouço um lindo CD da menina /mulher Charlotte Curch ao ouvi-la naturalmente retornamos aos sentimentos mais íntimos. Experimente.


Boa semana,
Regina Rodrigues



*SatSanga quer dizer ficar em companhia daqueles que tem o conhecimento. Um encontro espiritual. Marcos Schutz além de cantar divinamente é um mestre moderno adaptado à nova realidade, respeitando as tradições flexibilizando para uma linguagem atual. Alguém que vale a pena conhecer.






domingo, 25 de outubro de 2009

Adeus Tietê vou para o Sena







Sem querer te perdi tentando encontrar...
O encontro das águas – Jorge Vercilo

Tem dias que despertamos com uma inevitável vontade de jogar tudo fora.
“Até que a morte nos separe” é uma frase que deveria ser estudada um ano antes nos unirmos a alguém .Falo não apenas do casamento tradicional ,mas sim de todas as uniões legítimas ou não , pois este conceito está inconscientemente presente.
Esquecemos que a vida não é linear , e o amor ou qualquer tipo de sentimento afetivo não é para sempre , ele alterna de acordo com nossas experiências vividas.

È o encontro das águas como diz Jorge Vercilo.
E as águas assim como os humores alternam-se o tempo todo.

Determinados encontros possuem um caráter próprio, estabelecemos relações de acordo com nossos desejos e metas traçadas mentalmente ou socialmente para nossas vidas. O amor ou o sentimento afetivo é mascarado pela fome de suprir nossas carências, sendo estas não apenas afetivas mas sim sexuais, financeiras, sociais e convenientes. Os encontros possuem um interesse em algum nível. Há sempre um interesse em suprir uma característica que não temos sendo completada pelo outro.
A tal da metade da laranja , que eu particularmente abomino. Nada melhor do que conviver com alguém inteiro que paga suas próprias contas , dona(o) de sua própria sexualidade, e que de preferência comprometida(o) e responsável pela sua própria vida. Precisamos urgente desenvolver uma nova forma de relacionamentos muito mais baseada em respeito e parcerias do que domínio e fomes carentes.



É nesse momento que a oração “até a morte nos separe” é bem-vinda, seja num casamento, numa sociedade, um relacionamento familiar. A morte chega para um casal que percebe que nunca se amou, apresenta-se numa sociedade que não lucra , desabrocha  no momento que um filho sai de casa e vai morar sozinho porque é hora de voar.
Dói queridos , a morte sempre doerá e o luto deve ser vivido , acalentado com respeito e carinho , entretanto o que não vale mais a pena... deve morrer .



Quando o conforto* não está presente , a inquietude é a companheira ideal para mudarmos. Sinaliza-nos que algo está inadequado, suas primas,  à irritação, a ansiedade, a falta de tato e o sentimento de nada dá certo é principio de  que algo transformador ocorrerá. Não dar ouvidos a estes sentimentos só faz aumentar nossa  inquietude ,  que se transformará em conflitos, problemas nunca resolvidos, paralisações financeiras e enfim doenças neurológicas ou patológicas que podem levar alguns até a morte  e que finalmente concluem (infelizmente) a frase : “até que a morte nos separe”.



Perceba em qual morte você quer separar?  E do que você quer separar?
O rio tem rumo , seu curso, seu volume, sua estabilidade que é continua , aquele rio poluído e moroso que perde seu rumo ? Observem os quantos de lixo e de maus tratos foram acumulados ao longo de sua vida. Saber quando deixar a fênix (ave transformadora de morte em renascimento) entrar é uma questão de sabedoria e também de atenção.



Afinal morrer para determinadas situações não é tão ruim assim. 
Talvez sua  verdadeira felicidade esteja do outro lado.



Boa semana,
Regina Rodrigues



* O sentimento de conforto não é igual ao sentimento de acomodação. Encontramos pessoas acomodadas até em situações ruins,  e dependendo do grau de sustentação desse individuo a duração  desse apego por vezes é uma vida inteira. O Conforto ao qual refiro-me é o estado de adequação em uma situação , no conforto existe todas as situações e sentimentos porém eles não agüentados mas sim entendidos , aceitos e acolhidos neste momento a saúde e a fluidez apresentam-se. A busca do conforto inclui o desapego da acomodação.






























































domingo, 11 de outubro de 2009

Apague minhas digitais.




La Provence - França




* “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas. Quando amadas se perfumam, se banham com leite , se arrumam suas melenas”.

O seres humanos possuem plasticidades incríveis , ao contrário do que pensam suas flexibilidades e adaptações  são sempre ativadas quando preciso. Desenvolvem-se e condensam-se de acordo com habitat vivido. Enrijecem de acordo com os traumas que ocorreram ao logo da vida , formando couraças quase impenetráveis . È neste momento  que perdem sua flexibilidade e seu bom humor , pois dentro da couraça que os protege dos futuros traumas (ilusão), a principal dor também está lá dentro. Limpe as dores emocionais antes de fechar-se em seu mundo. Senão a separação da vida e das emoções não valerão a pena.

Na semana em que as crianças são homenageadas , volto para o meu castelo que há muito deixei , tempo suficiente para ter saudades dos meus livros , dos meus estudos e dos anjos da guarda que gostam de conversar. Junto comigo , um coração curado , a evolução da Internet e minha filha que precisa de espaço para brincar e crescer.

Em meu castelo construi uma linda horta interna com todos os sabores que
 alimentam as fomes repentinas tão culpadas pela perda de caminho . A ponte levadiça é subida e descida de acordo com a visita,  é feita de carvalho antigo símbolo de minhas ancestrais , mulheres caminhantes do deserto , sobreviventes do desvio de uma conduta humana que as obrigou a guardar seus segredos na alma.
Suas torres são altas pois o saber é facilmente compreendido quando é visto de cima ,
com meu retorno dou-me o luxo de uma aquisição tecnológica : um telescópio com lente de alta fidelidade holográfica para a percepção de algo ou alguém que precisa de ajuda , assim fica mais fácil mandar um bilhete, um e-mail, uma flor para um coração partido, um mercador que perdeu seu faro, uma criança que chora em busca de um colo. Tenho uma certa afeição pela massa que amassa.

Transformarei-me numa madre copista? (esta é nova) ,
sinceramente estou mais para a princesa que não ri .

Alguém lerá o que eu escrevo? Comprarão os melões que vendo? Acredito que sim , nem que sejam os meus mestres só para dizerem que faço tudo errado.
Hoje acolho as críticas como degraus de ascensão.
** Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas , tem gosto , tem qualidade e o medo não existe , apenas sonhos guardados no cantinho do coração e podem ser realizados agora.
Solidão?  Quando a companhia interna é agradável, com ritmos musicais adequados e com filmes de boa qualidade não existe solidão , trabalhoso para jogarmos xadrez , porém o vizinho está logo ali e só baixar a ponte.
Agora chegou a minha vez de colocar os cristais de ônix na janela.
Vendo um lindo nascer do sol, auxiliando minha filha crescer e
ao lado dos anjos da guarda que adoram conversar .


Salve São Cosme e São Damião .
Boa semana,
Regina Rodrigues

• *Citação à letra da música “Mulheres de Atenas de Chico Buarque e Augusto Boal” 1976
• ** Alusão à letra da musica “Mulheres de Atenas de Chico Buarque e Augusto Boal” 1976























domingo, 4 de outubro de 2009

Por qual buraco vemos o mundo?


*Anton Bugaev



Ah! Não! Palmeiras de virada!!!
Ô domingo difícil...


Debaixo de minha araucária predileta , uma árvore conífera de raízes longas .
Reflito..
Como saber se um determinado evento que parece ser negativo ou até mesmo destrutivo é uma desgraça paralisante ou uma oportunidade para uma vida melhor?
Difícil? Sim , para sentir o caminho verdadeiro os detalhes devem ser observados e a sabedoria neste momento ativada , por muitas vezes examinar a cuca interna é um caminho salutar. È necessário desenferrujar os pensamentos , dissolver os padrões rígidos e óbvios , observando o evento sobre uma outra ótica.

Sempre que desejamos ou projetamos algo mesmo sem pedir movimentamos energia , o que precisa ser avaliado é de onde parte seu desejo.
As pulsões de vida e de morte são ativadas em todos os momentos, isto é  a cada evento ocorrido se não prestarmos atenção em nossa ansiedade, desenvolvemos um sentido inadequado fazendo com que nossa vida fique pior.
Somos nós que retiramos o melhor ou o pior de cada evento, de acordo com nossas feridas internas.
È isso acontece com todos..todos mesmo.
Falando o Reginês:
Muitas vezes uma dificuldade, uma separação, um acidente , ou uma doença não é um evento ruim mas uma oportunidade de sair fora (cair na real) , e refazer um caminho melhor. Se  o ego estiver ferido pode ocorrer uma interpretação automática (ansiedade) e de acordo com nossas crenças que não são lá muito boas nos vitimizamos esquecendo de nossos potenciais de cura e de superação para uma vida melhor.
Conclusão;
Sua vida fica parada na raiva , na vingança , na vítima ou até no apego destrutivo (pulsão de morte) simplesmente porque não temos um material holístico de interpretação. Olhar por cima, com uma visão mais espiritualizada (sem dogma), transcendendo o óbvio é a chave que muito procuram para sair de uma vida que troca seis por meia dúzia.

 Hoje, Sabrina minha bruxinha atenta perguntou-me :- O que é e como seria o inferno ?
E eu encostada em minha árvore ancestral disse tranqüilamente : - O inferno meu bem é segundo o desejo de cada um, para uns um lugar de reflexão do males feitos , para outros a concretização da própria culpa e para outros minha querida é simplesmente o paraíso.
Cada ser pinta o quadro de acordo com sua visão e a visão nunca pode ser avaliada apenas pelo óbvio.


Boa semana,
Regina Rodrigues











domingo, 27 de setembro de 2009

È primavera.




Se eu sei o que é amor?

Dirigindo pela auto-estrada (como se diz em Portugal) aqui em São Paulo , deparo-me com essa pergunta feita internamente.
Já vivi as mais variadas formas de amar, a paixão, a utópica, aquela que quase virou uma amizade, a arrasadora, aquela que parecia ser eterna e claro a platônica.
O amor se renova , se refaz , é primavera tempo dos apaixonados.

Todos sabem que adoro encontros , sou voyeur da felicidade e do crescimento do outro. Tudo que cresce me apetece.
Interessante quando percebemos que o amor chegou em nossa vida , sem ser convidado , de mansinho , bem naquele dia que o cabelo está mal arrumado e a roupa amassada .

Perdi a conta de quantas mãos eu segurei  solidária com uma dor de amor, quantas vezes permaneci além de meu horário até que a última lagrima secasse , até o ultimo nó ser desfeito e amor se renovasse. Os segredos de amor nem sempre são os mais importantes mas são os mais intensos , requerem cautela pois com os meus (mais com as minhas) existe o perigo que uma parte da alma se vá  e o  brilho nos olhos desapareça por um bom tempo quiçá a vida toda.
Recuperar seu poder sobre seus sentimentos é um exercício continuo , pois a autonomia de amar é sua e não do outro, entregar seu amor a quem mal se administra é um perigo que poucos reconhecem. Há uma ilusão que amor é um sentimento imaculado, o ser apaixonado embriagasse (o que é divino) pelo outro elevando-o a um pedestal muitas vezes  inatingível. Projetamos uma alta expectativa em pessoas que não pediram para serem transformadas em objetos de desejos , em salvação da carência alheia , em homem ideal,em mulher ideal ,
em par perfeito, em alma gêmea e blá...blá...blá..



As pessoas são como são, é divino e prazeroso sermos amados verdadeiramente, respeitados pelo que somos , acolhidos em nossas imperfeições.
Aquele que quer mudar o ser amado para melhor (assim o dizem) não ama, simplesmente quer que o outro entre numa forma para ser aceito , perante a sua própria insegurança.
Se você não aceita seu ser amado como é , permita que alguém o ame e  com coragem vá você encontrar a pessoa que encaixa, que abarca, que acolhe do jeitinho que você quer.



Afinal de contas o patinho não é feio ,  só está na lagoa errada. Encontre a sua.



Feliz primavera,
Regina Rodrigues











quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sonho meu!




By Flyck


Tenho um sonho. Engraçado , ontem descobri que eu tenho um sonho. È tão interessante à sensação de querer algo e não sair correndo para alcançá-lo .

Sempre realizei tudo, desejava, focava e voilá tinha . O prêmio? Nem sempre era muito bom, a rapidez da conquista fazia-me esquecer de observar o ganho final .
O conteúdo da vitória não sei como , perdia o sabor. Eu sempre disse que nós mulheres de poder gostamos da conquista e esquecemos de observar o que conquistamos.


Crescer é bom e não dói quando não há apego. O prêmio : a liberdade! Olhar a vida com outras perspectivas é rejuvenescedor, impede burradas e atitudes inadequadas que só alimentam nosso ego. A guerra nem sempre é boa de ser vivida , a disputa muitas vezes nos faz acreditar que estamos vivos quando não sabemos viver de outra maneira , entretanto a batalha sempre nos encaminha para longe da nossa essência . É inevitável. A expansão do prazer, o prazer do trabalho, o prazer da conquista, o prazer do dinheiro, o prazer de disputar com o outro (a).
E voltar para casa (focar em si) por vezes dá muito trabalho .
Primeiro e mais difícil é que precisamos descobrir que estamos perdidos (sem foco) e dentro de uma expansão de prazer fica trabalhoso a percepção , segundo e mais trabalhoso é que a partir dessa perda : Como voltar para o para caminho certo ? Para o equilíbrio?
Alguém se habilita ?
Quando não conseguimos mais ouvir nosso coração , os detalhes devem ser observados , os amigos que se foram, o dinheiro que some de repente , o amor que nunca existiu, as pequenas doenças que corroem, a falta de sorriso, os sonhos ..Ah....a corrida dos sonhos perdidos e nunca concretizados .
Há um momento do abraço que não existe mais, há momento do sorriso que também não existe mais .


Habilite-se a transitar em caminhos de guerras justas onde o prêmio vale a pena. Pois a justiça caminha junto com o amor ,protegendo-nos sempre . Evite as guerras egóicas de apegos, ao amor que não existe, ao dinheiro que se foi, as aparências que precisam o tempo todo de injeção, as lembranças que não levam a lugar nenhum , só a dores , solidão e sofrimento.
Tenha sempre perto , ao alcance da mão o que realmente importa para você e carregue em sua sacola de talismãs. Antes de exercer toda sua capacidade de conquista sinta (do verbo sentir) se realmente é você que comanda os sonhos e os desejos em sua vida.
E caminhe , em passos largos , carregando seus sonhos, com sorriso voltado para uma pequena grande conquista a cada dia , tecendo e estruturando sua vida de acordo com aquilo que realmente deseja. Quando sabemos realmente o que se quer é inevitável a conquista , é inevitável o sucesso seja onde for, e o sabor ? Hum ...é de bolo de chocolate.

Boa semana
Regina Rodrigues